terça-feira, 26 de maio de 2009

Publicidade pode ter cunho social?


A publicidade pode mesmo ter algum cunho social?


Desconsiderando o trabalho feito por ONGs responsáveis e corretas, é uma pergunta que eu me faço há muitos anos. Como publicitário, sempre tive a impressão (real) de que meu trabalho movimenta puramente o capitalismo, impossibilitando qualquer trabalho realmente humano... um trabalho além do dinheiro.

Algumas empresas vem fazendo tentativas (como vimos o caso da Fábrica de Bicicletas, em uma postagem anterior, da Cadbury), mas ainda sim sabemos que existe um interesse de marca e, consequentemente, capialista... No entanto, lembrando que o mundo está bem longe de ser "colorido", que as pessoas estão bem longe de serem puramente humanas e que nada muda do dia para a noite, tenho começado a ficar realmente feliz com algumas ações mais, digamos, generosas.

E aqui está mais uma... A Tide, marca americana de sabão em pó, promove em diversas cidades dos EUA afetadas por catástrofes naturais lavagens gratuitas de roupas para os habitantes. Muitos deles perderam diversos eletrodomésticos e podem contar com a marca para ajudá-los nesse momento.

Claro que há intenção de promover a marca, mídia e etc.
Mas se for para gastar dinheiro com campanhas, que seja promovendo algum bem!
...Sempre que possível, claro...

1 comentários:

Lica disse...

Uma vez questionei, em uma reunião, sobre se há validade em "fazer o bem" só pra dizer que está fazendo, ou seja, não é de coração e, foi-me dito que, existe valor porque quem recebe a ação está verdadeiramente sendo ajudado e mais, que quem o pratica acaba descobrindo o real valor da doação. Então, vamos todos participar e incentivar tal atitude.

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